O Outro Lado da Espiral
Novas formas de expressão e organização estão surgindo, desordenadamente, criando relaçães, meios de produção e formas de imaginação. Dia após dia, sem qualquer planjeamento prévio, mas com muitas idéias compartilhadas, nós vemos novas formas de viver neste mundo camaleônico -- meios de vida que corporações e fundações bilionárias tentam explorar para sua própria vantagem e a de seus acionistas.
Tentativas esquisitas de preencher o "intervalo regulativo perigoso" com leis inspiradas pelo colapso da civilização, pelo terrorismo internacional, pela necessidade de saber tudo sobre todos, pela humidade e pelas cigarras, criaram um contexto no qual regras e sua garantia de cumprimento são nada mais que "um outro ponto de vista", adequado a qualquer situação, pra qualquer lado do jogo, e para o tablóide mais popular de todos.
Incapazes de discernir o certo do errado, instituições estão tentando fechar o cerco, avançando de forma confusa, contraditória e rápida. Estão trabalhando duro para instaurar uma cultura terrorística, de mentes fechadas, e construir a necessidade perigosa de prevenir um uso "impróprio" da rede, numa tentativa de criar o Shopping Global, um lugar seguro e limpo.
Estamos indo pelo caminho da repressão, uma repressão não tão devagar, contra qualquer um que desafie esta mentalidade não tão nova e seus graciosos patrocinadores.
Tudo isto, e muito mais, levou nos últimos anos, não somente nos tão chamados estados maus, mas também nos auto-proferidos países democráticos, a uma violação mais ou menos evidente do que geralmente se chamam direitos humanos e liberdade de expressão: grampear regularmente qualquer meio de comunicação, investidas crescentes em direção ao fechamento de sítios e caixas de email, tentativas mais ou menos bem sucedidas de censurar informação sensível e independente, e criminalização da troca e compartilhamento.
De sua imagem comercial, do país das maravilhas, a Internet se transforma, de acordo com as atuais necessidades, num inferno de pedófilos, golpistas e terroristas.
Jogados neste cenário contra nossa vontade, e baseados em nossa experiência, temos tentado manter um jeito diferente de organizar nossos serviços, para reforçar a vontade de R*esistir.
E então concebemos o Plano R* [1]: se você quer saber mais sobre ele, basta surfar nesta seção do sítio.
[1] Para desenvolver nosso plano, nós lemos bastante livros de história, para lembrar das histórias dos vencedores, e encontrar a melhor estratégia para dar um grande passo a frente. Depois de ler os clássicos, de Adam Smith a Kipling, nós esbarramos num texto italiano, um plano escrito por volta de 1982, por um ex Grão Mestre maçon, com o objetivo de subordinar a Itália à corporações, e transformar seus cidadãos em força de trabalho atordoada e sem poder. Aquela tentativa se chamava Plano R, e desde então todos nos disseram que foi fracassada. Mas todas as evidências em torno de nós mostram que não foi, e que teve tanto sucesso que mesmo após 30 anos n´s decidimos nos inspirar nela, mas com um quê a mais, chamando-a de Plano R*.
